Dr. Samuel Conrad, Cirurgia da Coluna

Cirurgia da escoliose (artrodese)

A artrodese instrumentada corrige a curva com parafusos e hastes e faz as vértebras do segmento se fundirem em um bloco alinhado. É uma cirurgia de grande porte, planejada em detalhe e realizada em centro de referência.

Centro cirúrgico equipado e preparado
Imagem ilustrativa

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Entender os riscos e os benefícios do procedimento é parte da decisão. Neste vídeo, o Dr. Samuel Conrad explica o que a cirurgia resolve, o que ela não resolve e por que alinhar expectativas antes é tão importante quanto a técnica cirúrgica.

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Objetivos

  • Impedir que a curva continue progredindo ao longo da vida.
  • Corrigir a deformidade de forma segura, equilibrando ombros, tronco e pelve.
  • Preservar o maior número possível de segmentos móveis fora da fusão.

A correção não precisa ser total para ser bem-sucedida. O que importa é um tronco equilibrado sobre uma fusão sólida.

Como é feita

Na técnica mais usada, por via posterior, são colocados parafusos nas vértebras da curva, conectados a duas hastes moldadas. As hastes são giradas e ajustadas para corrigir a curva nos três planos. Em seguida, enxerto ósseo é colocado ao longo do segmento para que as vértebras se consolidem em um único bloco, processo que leva de 6 a 12 meses.

A cirurgia dura em média de 4 a 7 horas e é realizada com neuromonitorização contínua da medula. Técnicas de economia de sangue reduzem a necessidade de transfusão. Em casos selecionados, principalmente adultos ou curvas rígidas, podem ser necessárias osteotomias ou abordagens combinadas.

Internação e recuperação

  • Internação de 4 a 7 dias, com a primeira noite frequentemente em unidade de terapia intensiva.
  • Levantar e caminhar a partir do primeiro ou segundo dia, com a fisioterapia.
  • Controle da dor com esquema multimodal, reduzido progressivamente.
  • Retorno à escola em cerca de 4 a 6 semanas; atividades leves logo após.
  • Esportes sem contato em torno de 3 meses; esportes de contato e de impacto após liberação, em geral entre 6 e 12 meses.

Na maioria dos casos não é necessário colete após a cirurgia.

Riscos

Como toda cirurgia de grande porte, há riscos: infecção, sangramento, falha de consolidação, soltura ou quebra de implantes, problemas na transição acima ou abaixo da fusão e, raramente, lesão neurológica. A escolha do centro, a experiência da equipe, a neuromonitorização e os protocolos de segurança reduzem essas taxas, mas não as eliminam. Todos os riscos são discutidos com a família antes da decisão.

Fontes e revisão

O conteúdo desta página segue o consenso atual das principais sociedades da área e a prática clínica do consultório.

Revisado por Dr. Samuel Conrad, médico, CRM-RS 33281, especialista em ortopedia e traumatologia, RQE 26426, com atuação em cirurgia da coluna. Atualizado em setembro de 2026. Conteúdo informativo: cada caso é avaliado individualmente na consulta.

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Atendimento a crianças, adolescentes e adultos, de segunda a sexta, das 8h às 19h. Traga os exames anteriores, mesmo antigos: eles contam a história da curva.

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