Objetivos
- Impedir que a curva continue progredindo ao longo da vida.
- Corrigir a deformidade de forma segura, equilibrando ombros, tronco e pelve.
- Preservar o maior número possível de segmentos móveis fora da fusão.
A correção não precisa ser total para ser bem-sucedida. O que importa é um tronco equilibrado sobre uma fusão sólida.
Como é feita
Na técnica mais usada, por via posterior, são colocados parafusos nas vértebras da curva, conectados a duas hastes moldadas. As hastes são giradas e ajustadas para corrigir a curva nos três planos. Em seguida, enxerto ósseo é colocado ao longo do segmento para que as vértebras se consolidem em um único bloco, processo que leva de 6 a 12 meses.
A cirurgia dura em média de 4 a 7 horas e é realizada com neuromonitorização contínua da medula. Técnicas de economia de sangue reduzem a necessidade de transfusão. Em casos selecionados, principalmente adultos ou curvas rígidas, podem ser necessárias osteotomias ou abordagens combinadas.
Internação e recuperação
- Internação de 4 a 7 dias, com a primeira noite frequentemente em unidade de terapia intensiva.
- Levantar e caminhar a partir do primeiro ou segundo dia, com a fisioterapia.
- Controle da dor com esquema multimodal, reduzido progressivamente.
- Retorno à escola em cerca de 4 a 6 semanas; atividades leves logo após.
- Esportes sem contato em torno de 3 meses; esportes de contato e de impacto após liberação, em geral entre 6 e 12 meses.
Na maioria dos casos não é necessário colete após a cirurgia.
Riscos
Como toda cirurgia de grande porte, há riscos: infecção, sangramento, falha de consolidação, soltura ou quebra de implantes, problemas na transição acima ou abaixo da fusão e, raramente, lesão neurológica. A escolha do centro, a experiência da equipe, a neuromonitorização e os protocolos de segurança reduzem essas taxas, mas não as eliminam. Todos os riscos são discutidos com a família antes da decisão.
Fontes e revisão
O conteúdo desta página segue o consenso atual das principais sociedades da área e a prática clínica do consultório.
- Scoliosis Research Society (SRS)
- SOSORT, sociedade internacional de tratamento ortopédico e de reabilitação da escoliose
- Weinstein SL et al. Effects of Bracing in Adolescent Idiopathic Scoliosis. New England Journal of Medicine, 2013 (ensaio BrAIST)
Revisado por Dr. Samuel Conrad, ortopedista e cirurgião de coluna, CRM-RS 33281, RQE 26426. Atualizado em setembro de 2026. Conteúdo informativo: cada caso é avaliado individualmente na consulta.


