O esqueleto em crescimento muda tudo.
As patologias da coluna em crianças e adolescentes representam um capítulo específico da cirurgia de coluna e compreendem uma gama de diagnósticos, em especial as deformidades.



Comportamento dinâmico
O esqueleto imaturo em crescimento confere a principal peculiaridade deste grupo de pacientes: o comportamento dinâmico das patologias. Doenças como escoliose, espondilolistese do desenvolvimento, cifose de Scheuermann, entre dezenas de outras, apresentam progressão ao longo do crescimento, ou seja, piora da deformidade em seu valor angular.
Isso traz grandes implicações no tratamento (cirúrgico ou não), no porte e nos riscos das cirurgias e no prognóstico destes pacientes.
O tratamento geralmente é bastante desafiador e deve ser realizado em centros de referência, com a infraestrutura necessária e equipes multidisciplinares com preparo específico.
O crescimento não é uma linha reta
A mesma curva tem significados diferentes conforme a fase em que aparece. É por isso que a idade e a maturidade óssea pesam tanto quanto o valor angular.
Primeira infância
Fase em que o tórax e os pulmões ainda se formam. Curvas progressivas aqui exigem métodos que controlem a deformidade sem travar o crescimento.
Crescimento estável
Ritmo mais lento e previsível. É o período de observação atenta, quando pequenas mudanças já indicam o que esperar do estirão.
Estirão puberal
Maior risco de progressão rápida. Consultas mais próximas e decisão de colete costumam se concentrar nesta janela.
Como se mede o crescimento restante
Além da idade, a avaliação usa marcos objetivos: o sinal de Risser, que acompanha a ossificação da crista ilíaca na radiografia, a idade óssea estimada pela radiografia da mão, a velocidade de crescimento entre consultas e, nas meninas, o tempo desde a primeira menstruação.
Esses dados respondem à pergunta que orienta tudo: quanto esta coluna ainda vai crescer. Uma curva de 30 graus em uma menina de 11 anos que ainda não menstruou é uma situação clínica bem diferente da mesma curva em uma jovem de 17.
O que a consulta pediátrica inclui
- Exame clínico completo, com avaliação neurológica e do alinhamento do tronco.
- Medida da altura sentada e em pé, para acompanhar o ritmo de crescimento.
- Revisão das radiografias anteriores, quando existirem, para comparar a evolução.
- Conversa com a criança ou o adolescente, não só com os pais. Adesão ao tratamento depende disso.
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Consultório no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre. Atendimento a crianças, adolescentes e adultos.

