Motivos de revisão
- Pseudartrose: a fusão não consolidou, e a dor ou a soltura dos implantes aparecem meses ou anos depois.
- Quebra ou soltura de parafusos e hastes.
- Infecção tardia dos implantes.
- Cifose juncional: deformidade que surge logo acima ou abaixo da fusão.
- Progressão de curvas fora do segmento fundido ou desequilíbrio do tronco.
- Compressão neurológica em níveis adjacentes.
Avaliação
Radiografias panorâmicas em pé, tomografia para avaliar a consolidação e os implantes, ressonância para os nervos e, quando há suspeita de infecção, exames de sangue e culturas. Entender por que a primeira cirurgia falhou é o que evita repetir o problema.
A cirurgia
Revisões costumam envolver a retirada ou troca de implantes, a limpeza de infecção, osteotomias para corrigir deformidades rígidas e a extensão da fusão. O tecido cicatricial e a anatomia alterada aumentam a complexidade e o tempo cirúrgico. Por isso são realizadas com neuromonitorização, em hospital com terapia intensiva e banco de sangue, dentro do que se chama cirurgia complexa da coluna.
Fontes e revisão
O conteúdo desta página segue o consenso atual das principais sociedades da área e a prática clínica do consultório.
- Scoliosis Research Society (SRS)
- SOSORT, sociedade internacional de tratamento ortopédico e de reabilitação da escoliose
- Weinstein SL et al. Effects of Bracing in Adolescent Idiopathic Scoliosis. New England Journal of Medicine, 2013 (ensaio BrAIST)
Revisado por Dr. Samuel Conrad, ortopedista e cirurgião de coluna, CRM-RS 33281, RQE 26426. Atualizado em setembro de 2026. Conteúdo informativo: cada caso é avaliado individualmente na consulta.


