Tipos de fratura
- Fraturas por compressão: a parte da frente da vértebra se achata. Em geral estáveis.
- Fraturas do tipo explosão: a vértebra se rompe em várias partes e fragmentos podem comprimir o canal vertebral.
- Lesões por flexão e distração, como as causadas pelo cinto de segurança abdominal, que rompem os elementos posteriores.
- Luxações e fraturas-luxações, instáveis e frequentemente associadas a lesão da medula.
Na criança, a coluna é mais elástica e pode sofrer lesão da medula sem fratura visível nas radiografias, o que exige atenção especial na avaliação de traumas.
Tratamento
Fraturas estáveis, sem déficit neurológico, são tratadas com colete ou órtese, controle da dor e retorno gradual às atividades, com radiografias para confirmar que não há deslocamento. Fraturas instáveis, com compressão da medula ou dos nervos, ou com deformidade progressiva, são tratadas cirurgicamente, com descompressão e fixação.
Em fraturas por osteoporose com dor persistente, procedimentos como a vertebroplastia e a cifoplastia podem ser considerados em casos selecionados, sempre associados ao tratamento da própria osteoporose.
Deformidades pós-traumáticas
Uma fratura consolidada em posição ruim pode gerar uma cifose progressiva, com dor, desequilíbrio do tronco e, às vezes, compressão neurológica tardia. A correção dessas deformidades exige osteotomias e reconstrução da coluna, e faz parte do campo das cirurgias complexas.
Fontes e revisão
O conteúdo desta página segue o consenso atual das principais sociedades da área e a prática clínica do consultório.
- Scoliosis Research Society (SRS)
- SOSORT, sociedade internacional de tratamento ortopédico e de reabilitação da escoliose
- Weinstein SL et al. Effects of Bracing in Adolescent Idiopathic Scoliosis. New England Journal of Medicine, 2013 (ensaio BrAIST)
Revisado por Dr. Samuel Conrad, ortopedista e cirurgião de coluna, CRM-RS 33281, RQE 26426. Atualizado em setembro de 2026. Conteúdo informativo: cada caso é avaliado individualmente na consulta.

