Como se apresenta
Na criança pequena, a discite costuma se manifestar com irritabilidade, febre baixa, recusa em caminhar, sentar ou se curvar para pegar objetos do chão. Em crianças maiores e adultos, o quadro é de dor nas costas intensa e progressiva, com rigidez, muitas vezes acompanhada de febre.
Nos adultos, a espondilodiscite bacteriana é mais comum em diabéticos, pessoas com imunidade reduzida, usuários de cateteres ou após procedimentos. A tuberculose vertebral, o mal de Pott, ainda existe e evolui de forma mais lenta, com destruição óssea e cifose.
Diagnóstico
Exames de sangue mostram elevação dos marcadores de inflamação, como VHS e proteína C reativa, e as hemoculturas podem identificar a bactéria. A ressonância magnética é o exame de escolha e revela a infecção antes que a radiografia mostre qualquer alteração. Quando o agente não é identificado, a biópsia guiada por imagem orienta o tratamento.
Tratamento
A maioria dos casos é tratada sem cirurgia, com antibióticos por semanas, imobilização e acompanhamento clínico e por imagem. A cirurgia é indicada quando há abscesso que não responde, compressão da medula ou dos nervos, instabilidade ou deformidade progressiva. Nesses casos, realiza-se a limpeza do foco infeccioso e a estabilização da coluna, com acompanhamento conjunto da infectologia.
Conteúdo de caráter informativo, elaborado a partir da prática clínica e da literatura médica. Não substitui a avaliação individual.

