Sinais de alerta
- Dor nas costas que acorda à noite ou não melhora com repouso.
- Dor persistente em criança pequena, que raramente tem dor lombar sem causa.
- Dor acompanhada de febre, perda de peso ou cansaço.
- Escoliose dolorosa ou rígida, sem o padrão habitual da escoliose idiopática.
- Fraqueza, formigamento, alteração da marcha ou do controle da urina e das fezes.
Tipos mais comuns
Em crianças e adolescentes, a maioria é benigna: osteoma osteoide e osteoblastoma, que causam dor noturna e podem produzir escoliose dolorosa; cisto ósseo aneurismático; histiocitose de células de Langerhans. Os tumores malignos primários, como o sarcoma de Ewing e o osteossarcoma, são raros, e a leucemia pode se manifestar com dor na coluna.
Em adultos, as metástases de câncer de mama, próstata, pulmão, rim e tireoide são a causa mais frequente de tumor na coluna, seguidas pelo mieloma múltiplo. Os tumores primários, como o cordoma, são raros.
Investigação e tratamento
A investigação combina radiografia, ressonância magnética, tomografia e, com frequência, cintilografia. O diagnóstico definitivo geralmente exige biópsia, planejada com a oncologia para não comprometer o tratamento posterior.
O tratamento depende do tipo de tumor e vai da observação à cirurgia complexa. Tumores benignos pequenos podem ser tratados com ablação por radiofrequência ou ressecção localizada. Quando há instabilidade da coluna, compressão da medula ou deformidade, a cirurgia de ressecção e estabilização é indicada, em conjunto com quimioterapia e radioterapia quando necessário. Todo o cuidado é compartilhado com a equipe de oncologia.
Conteúdo de caráter informativo, elaborado a partir da prática clínica e da literatura médica. Não substitui a avaliação individual.

