Para quem
Curvas abaixo de 25° em crianças e adolescentes que ainda estão crescendo, e curvas maiores em pacientes que já atingiram a maturidade esquelética e não têm sintomas. Em adultos, o acompanhamento inclui a atenção à dor e ao equilíbrio, além do valor angular.
Como é feito
- Consultas a cada 4 a 6 meses durante o estirão de crescimento, com exame clínico e medida da altura.
- Radiografia panorâmica em pé quando há sinal de mudança ou em intervalos definidos, comparada sempre com o exame anterior.
- Registro da maturidade esquelética: sinal de Risser, idade óssea e marcos da puberdade.
- Orientação sobre atividade física, postura e sinais que a família deve observar em casa.
Um aumento de 5° ou mais entre dois exames é considerado progressão e pode mudar a conduta para o colete.
Radiação
Em crianças e adolescentes, cada radiografia é solicitada apenas quando pode mudar a conduta. São usadas técnicas de baixa dose, proteção das gônadas e das mamas e, quando disponíveis, sistemas de imagem de dose reduzida. Exames antigos são sempre aproveitados: eles contam a história da curva.
Fontes e revisão
O conteúdo desta página segue o consenso atual das principais sociedades da área e a prática clínica do consultório.
- Scoliosis Research Society (SRS)
- SOSORT, sociedade internacional de tratamento ortopédico e de reabilitação da escoliose
- Weinstein SL et al. Effects of Bracing in Adolescent Idiopathic Scoliosis. New England Journal of Medicine, 2013 (ensaio BrAIST)
Revisado por Dr. Samuel Conrad, ortopedista e cirurgião de coluna, CRM-RS 33281, RQE 26426. Atualizado em setembro de 2026. Conteúdo informativo: cada caso é avaliado individualmente na consulta.


