O que é
Durante as primeiras semanas de gestação, as vértebras se formam e se separam umas das outras. Quando esse processo falha, surgem defeitos de formação, como a hemivértebra (uma vértebra pela metade, em forma de cunha), ou defeitos de segmentação, como a barra vertebral (duas ou mais vértebras unidas de um lado). Muitas crianças têm combinações de ambos.
A gravidade depende do tipo e da localização da malformação. Uma hemivértebra isolada pode produzir uma curva pequena e estável; uma barra de um lado combinada com hemivértebra do lado oposto costuma produzir as curvas mais progressivas.
Investigação
Como as vértebras se formam ao mesmo tempo que outros órgãos, malformações da coluna podem vir acompanhadas de alterações nos rins, no coração e na medula espinhal. Por isso a avaliação inicial costuma incluir ecografia renal, ecocardiograma e ressonância magnética da coluna, além das radiografias e, em muitos casos, tomografia para mapear a anatomia.
Esse mapeamento é o que permite prever o comportamento da curva e planejar o tratamento.
Tratamento
Curvas estáveis são acompanhadas com radiografias periódicas durante todo o crescimento. O colete tem papel limitado nas curvas congênitas, porque a deformidade está na estrutura óssea, mas pode ajudar em curvas compensatórias.
Quando a curva progride, a cirurgia tende a ser indicada cedo, ainda na primeira infância, para tratar uma curva pequena antes que se torne grande e rígida. As opções incluem a ressecção da hemivértebra, a artrodese localizada do segmento malformado e, em curvas longas, os sistemas de crescimento.
- Hemivertebrectomia: retirada da meia vértebra com correção e fixação de poucos níveis.
- Artrodese in situ: fusão do segmento malformado para impedir que continue deformando.
- Sistemas de crescimento: para curvas extensas em crianças pequenas.
Conteúdo de caráter informativo, elaborado a partir da prática clínica e da literatura médica. Não substitui a avaliação individual.

