Por que é diferente
Até os 5 anos os pulmões ainda estão multiplicando seus alvéolos, e o tórax continua crescendo rapidamente até os 8 ou 10 anos. Uma curva grande nessa fase deforma a caixa torácica e pode limitar de forma permanente a capacidade respiratória, quadro conhecido como síndrome de insuficiência torácica.
Por isso, na escoliose de início precoce, fundir a coluna cedo demais não é uma boa solução: interromperia o crescimento do tronco. O tratamento busca ganhar tempo, controlando a curva enquanto a criança cresce.
Causas
Pode ser idiopática, congênita, neuromuscular ou associada a síndromes genéticas. Cada origem tem um comportamento próprio, e a investigação inicial, com ressonância magnética e avaliação genética quando indicada, orienta o prognóstico.
Tratamento
- Observação: curvas pequenas em crianças muito pequenas podem inclusive regredir. O acompanhamento define quais precisam de intervenção.
- Gesso seriado: trocas periódicas de um gesso corretivo, sob anestesia, em crianças pequenas com curvas progressivas. Pode corrigir curvas idiopáticas iniciais ou adiar cirurgias por anos.
- Órteses: coletes rígidos como continuação do gesso ou em curvas moderadas.
- Sistemas de crescimento: hastes de crescimento tradicionais ou magnéticas e outros dispositivos que sustentam a curva e são alongados periodicamente conforme a criança cresce.
- Artrodese definitiva: adiada, sempre que possível, para perto da maturidade esquelética.
Adiar a cirurgia definitiva não significa não tratar. Há opções em cada fase, e o acompanhamento próximo é o que garante que nenhuma janela seja perdida.
Conteúdo de caráter informativo, elaborado a partir da prática clínica e da literatura médica. Não substitui a avaliação individual.

