Dr. Samuel Conrad, Cirurgia da Coluna

Espondilólise e espondilolistese

É o deslizamento de uma vértebra sobre a de baixo, quase sempre na parte inferior da coluna lombar. Em jovens costuma começar como uma fratura de estresse; em adultos, como consequência do desgaste.

Como surge

A espondilólise é uma falha ou fratura de estresse em uma parte da vértebra chamada pars interarticularis. É comum em adolescentes que praticam esportes com hiperextensão repetida do tronco, como ginástica, futebol, tênis e natação. Quando o defeito permite que a vértebra deslize, surge a espondilolistese ístmica.

Há também a forma displásica, em que a anatomia da junção entre a coluna e o sacro nasce alterada e favorece o escorregamento, e a forma degenerativa do adulto, mais frequente em mulheres acima de 50 anos, geralmente no nível L4-L5.

Sintomas e graus

Dor lombar que piora com a atividade e a extensão do tronco, encurtamento dos músculos posteriores da coxa, alteração da marcha e, nos casos com compressão de nervos, dor irradiada para as pernas. Muitos casos de baixo grau são assintomáticos e descobertos por acaso.

O escorregamento é classificado em graus de I a IV conforme a porcentagem de deslizamento (classificação de Meyerding). Os graus I e II são de baixo grau; III e IV, de alto grau.

Diagnóstico

Radiografias em pé, de frente e perfil, mostram o deslizamento. A tomografia detalha o defeito ósseo e a ressonância avalia os nervos. Em lesões recentes, exames como a cintilografia ajudam a identificar fraturas em atividade, que ainda podem consolidar.

Tratamento

  • Espondilólise aguda e listese de baixo grau: afastamento temporário do esporte, colete em alguns casos, fisioterapia com fortalecimento do tronco e retorno gradual às atividades.
  • Baixo grau com dor persistente apesar do tratamento: cirurgia de artrodese do segmento.
  • Alto grau, progressão durante o crescimento ou déficit neurológico: cirurgia, com descompressão dos nervos e artrodese, com ou sem redução do deslizamento.

Fontes e revisão

O conteúdo desta página segue o consenso atual das principais sociedades da área e a prática clínica do consultório.

Revisado por Dr. Samuel Conrad, ortopedista e cirurgião de coluna, CRM-RS 33281, RQE 26426. Atualizado em setembro de 2026. Conteúdo informativo: cada caso é avaliado individualmente na consulta.

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