Como observar
- Com a criança de costas, sem camisa e com os pés juntos, compare a altura dos ombros, das escápulas e dos quadris.
- Veja se a cintura forma o mesmo triângulo dos dois lados entre o braço e o tronco.
- Peça que se incline para a frente com os braços pendentes, como se fosse tocar os pés, e observe as costas de trás: um lado mais alto que o outro é o sinal do teste de Adams.
- De perfil, observe se as costas parecem mais arredondadas que o habitual e se a criança consegue endireitá-las.
Repita a observação a cada 4 a 6 meses durante o estirão de crescimento, especialmente entre 10 e 14 anos, e sempre que notar alguma mudança nas roupas ou na postura.
Quando marcar consulta
- Qualquer assimetria nova ou teste de Adams positivo.
- Histórico de escoliose na família, mesmo sem sinais evidentes.
- Dor nas costas em criança pequena, dor noturna ou dor que não melhora com repouso.
- Formigamento, fraqueza nas pernas, alteração na forma de andar ou no controle da urina.
- Curva já diagnosticada em paciente que ainda vai crescer, para acompanhamento.
O que não causa escoliose
Postura ruim, mochila pesada, dormir de lado, praticar determinado esporte ou o crescimento acelerado não causam escoliose idiopática. Esses fatores podem causar dor e problemas posturais, e por isso merecem atenção, mas a escoliose estrutural tem origem diferente e não é culpa de nada que a família tenha feito.
Fontes e revisão
O conteúdo desta página segue o consenso atual das principais sociedades da área e a prática clínica do consultório.
- Scoliosis Research Society (SRS)
- SOSORT, sociedade internacional de tratamento ortopédico e de reabilitação da escoliose
- Weinstein SL et al. Effects of Bracing in Adolescent Idiopathic Scoliosis. New England Journal of Medicine, 2013 (ensaio BrAIST)
Revisado por Dr. Samuel Conrad, ortopedista e cirurgião de coluna, CRM-RS 33281, RQE 26426. Atualizado em setembro de 2026. Conteúdo informativo: cada caso é avaliado individualmente na consulta.


