Quando são indicados
Escoliose de início precoce progressiva, em geral acima de 50°, que não pode ser controlada com gesso ou colete, em crianças que ainda têm anos de crescimento pela frente. Podem ser usados em curvas idiopáticas, congênitas, neuromusculares e sindrômicas.
Tipos
- Hastes de crescimento tradicionais: fixadas acima e abaixo da curva, são alongadas em pequenas cirurgias a cada 6 meses.
- Hastes magnéticas: alongadas em consultório com um controle externo, sem anestesia, reduzindo o número de cirurgias.
- VEPTR: dispositivo apoiado nas costelas, para deformidades da caixa torácica e síndrome de insuficiência torácica.
- Técnicas de modulação do crescimento, como a fita anterior (tethering), em avaliação para pacientes selecionados em centros especializados.
O que a família precisa saber
Trata-se de um tratamento longo, que envolve várias intervenções e acompanhamento frequente. Complicações como soltura de implantes, quebra de hastes e infecção são relativamente comuns ao longo dos anos e fazem parte do planejamento. Ao se aproximar da maturidade, a maioria das crianças passa por uma cirurgia final de artrodese.
O ganho é a preservação do crescimento do tórax e da capacidade pulmonar, que não pode ser recuperada depois.
Fontes e revisão
O conteúdo desta página segue o consenso atual das principais sociedades da área e a prática clínica do consultório.
- Scoliosis Research Society (SRS)
- SOSORT, sociedade internacional de tratamento ortopédico e de reabilitação da escoliose
- Weinstein SL et al. Effects of Bracing in Adolescent Idiopathic Scoliosis. New England Journal of Medicine, 2013 (ensaio BrAIST)
Revisado por Dr. Samuel Conrad, ortopedista e cirurgião de coluna, CRM-RS 33281, RQE 26426. Atualizado em setembro de 2026. Conteúdo informativo: cada caso é avaliado individualmente na consulta.

