Indicação
Curvas entre 25° e 45° em crianças e adolescentes com crescimento restante, ou curvas de 20° a 25° que já mostraram progressão. Depois da maturidade esquelética o colete deixa de ter efeito, porque não há mais crescimento para orientar.
O que esperar
O objetivo do colete é impedir que a curva aumente até o fim do crescimento, mantendo-a abaixo do limite cirúrgico. Ele não corrige a curva de forma permanente: a correção que se vê na radiografia com o colete costuma se perder parcialmente quando ele é retirado no fim do tratamento.
Estudos mostram que o uso do colete reduz de forma importante a proporção de curvas que chegam à cirurgia, e que o benefício cresce com o número de horas diárias de uso. A meta habitual é de 18 horas ou mais por dia; abaixo de 12 horas o efeito é pequeno.
Tipos de colete
- Coletes rígidos de uso diurno e noturno (TLSO), feitos sob medida a partir de molde ou escaneamento do tronco.
- Coletes noturnos, que aplicam uma correção maior e são usados apenas durante o sono, em curvas selecionadas.
- Coletes com desenho tridimensional, personalizados para a forma da curva.
A escolha depende do padrão da curva, da idade e da rotina da família. O colete é confeccionado por ortesista com experiência em escoliose e ajustado nas primeiras semanas.
Acompanhamento
Radiografia com o colete para confirmar a correção obtida, revisões a cada 4 a 6 meses e ajustes conforme o crescimento. O tratamento termina quando o esqueleto amadurece, em geral cerca de dois anos após a primeira menstruação nas meninas, com retirada gradual.
O colete pode ser retirado para banho, educação física e esportes. Atividade física é incentivada durante todo o tratamento.
Fontes e revisão
O conteúdo desta página segue o consenso atual das principais sociedades da área e a prática clínica do consultório.
- Scoliosis Research Society (SRS)
- SOSORT, sociedade internacional de tratamento ortopédico e de reabilitação da escoliose
- Weinstein SL et al. Effects of Bracing in Adolescent Idiopathic Scoliosis. New England Journal of Medicine, 2013 (ensaio BrAIST)
Revisado por Dr. Samuel Conrad, ortopedista e cirurgião de coluna, CRM-RS 33281, RQE 26426. Atualizado em setembro de 2026. Conteúdo informativo: cada caso é avaliado individualmente na consulta.

